sábado, 22 de agosto de 2009




"Um sopro de vida,

com muito cuidado e ardor

vem para fora de sua cápsula

e se expõe.



Indagações sobre a necessidade de experimentar se colocam,

sazonalmente,

entre os corpos,

corpos que soluçam,

que suam,

soam

e

se amam.



O pulsar,

em seu descompasso,

degusta,

em slow-motion,

das carícias,

do toque,

dos sentidos,

como se delas e deles,

fizesse o alimento diário,

diurno.



Nascer,

nascer para si,

antes de tudo,

de todos.



Para ter tempo suficiente de sentir,

compreender

e escolher

as curvas por onde seguir.



Tropeçar,

cair.



Tempo para utilizar a lógica e se reconstruir,

se restituir,

se reinventar.



Ainda que ao juntar os cacos se defronte com a dor,

ardor e odor de lembranças

incidentalmente

deixadas em flashes,

incomodados e incômodos,

como uma película de cinema mudo,

cego,

surdo,

autista.



Sem texto,

nexo ou sexo,

sem atrativo algum!"



[by me - Iassa * 2007]

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