
"Um sopro de vida,
com muito cuidado e ardor
vem para fora de sua cápsula
e se expõe.
Indagações sobre a necessidade de experimentar se colocam,
sazonalmente,
entre os corpos,
corpos que soluçam,
que suam,
soam
e
se amam.
O pulsar,
em seu descompasso,
degusta,
em slow-motion,
das carícias,
do toque,
dos sentidos,
como se delas e deles,
fizesse o alimento diário,
diurno.
Nascer,
nascer para si,
antes de tudo,
de todos.
Para ter tempo suficiente de sentir,
compreender
e escolher
as curvas por onde seguir.
Tropeçar,
cair.
Tempo para utilizar a lógica e se reconstruir,
se restituir,
se reinventar.
Ainda que ao juntar os cacos se defronte com a dor,
ardor e odor de lembranças
incidentalmente
deixadas em flashes,
incomodados e incômodos,
como uma película de cinema mudo,
cego,
surdo,
autista.
Sem texto,
nexo ou sexo,
sem atrativo algum!"
[by me - Iassa * 2007]


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